Curvas, Oceanos e um Deserto – Sta. Fé a São Miguel das Missões

Embora tenha passado pouco tempo em Santa Fé, em uma breve visita ao centro da cidade, me pareceu muito bonita. Avenidas largas, ruas arborizadas e incontáveis “cafés” por todo lado.

O hotel também é digno de nota positiva. O Hotel Colon um pouco afastado da cidade, mas muito bonito, arrumado no melhor estilo dos ótimos hotéis fazenda que temos pelo Brasil.

Muitas retas, muito calor e pouco movimento me fizeram apertar o ritmo. Poucos km depois da saída de Sta. Fé, fui parado pela polícia… Logo lembrei dos incontáveis relatos que vi sobre a corrupção da polícia argentina, e já fui me preparando.

Assim que o policial chegou ao meu lado e educadamente me cumprimentou, perguntei o que ele precisava, já abrindo a mala de tanque com os documentos… Para minha surpresa ele respondeu… “-Preciso que vá mais lento!” … Não pediu nenhum documento, nenhuma contribuição, nada! Talvez efeito GoPro no capacete.

Segui pelas intermináveis retas até a fronteira com Uruguaiana onde o caos se instala. Demorei quase duas horas para atravessar a fronteira para finalmente voltar à “Terra Brasilis”

Pilotando pela BR 472, me deparei com a mais bela ponte que já passei de moto… quase 2 km de extensão, um carro de cada vez! Linda!

Comecei a reparar nas paisagens com um verde fantástico das intermináveis plantações de arroz, contrastando com um lindo azul do céu e a inevitável comparação vem à mente… A cordilheira é fantástica! O deserto é lindo, mas nosso Brasil não fica atrás!

Cheguei no maravilhoso Hotel Tenodere, fiquei descansando e fui jantar. Só depois descobri que diariamente as 9.30 hrs. há um show folclórico nas ruínas… Puxa, adoraria ter ido… fica para a próxima!

Amanhã passarei lá para fazer umas fotos!

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6 thoughts on “Curvas, Oceanos e um Deserto – Sta. Fé a São Miguel das Missões”

  1. Dá água na boca ler o seu diário de bordo. Que bom que já está em casa (Brasil). Logo matará as saudades da família e poderá postar as demais fotos. Todos estão ansiosos para curtir esse passeio. Que Deus abençoe seu retorno. Chove em Sampa.

  2. É impressionante a sensação de “estar em casa” quando cruzamos as fronteiras de volta ao Brasil. Apesar de todas as mazelas deste país, tenho sempre a ideia de que, se algo de errado acontecer, fica mais fácil resolver. Não sei se essa é uma sensação só minha.
    Mas, enfim, bem vindo de volta ao lar, Rromagnani, mesmo que ainda faltem algumas centenas de quilômetros para abraçar a família e os amigos. E, se me permite um conselho, cuidado com a ansiedade da chegada, principalmente no último trecho. É muito comum o sujeito, na ânsia de chegar, “torcer a orelha da criança”. Isso, inclusive, já foi até objeto de discussão no PBT e em outros fóruns de motociclistas.
    Grande abraço. Venha na paz. Tem muita gente importante te esperando.

    1. Compartilho dessa sensação Fernando. Assim que cruzei a fronteira agradeci aos céus por estar “em casa”, mesmo faltando muita estrada pela frente.

      No último tópico da série, traçarei um paralelo entre as atrações brasileiras e estrangeiras e sei que nem todos vão concordar comigo.

      Fica tranquilo que não “cairei em tentação” kkk. Sou bem tranquilo pilotando! Obrigado por tudo meu amigo!

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